segunda-feira, 17 de setembro de 2012

O caminho percorrido a se preparar e lutar pelos interesses dos povos indígenas

Para buscar algo que valer mais para todos, temos que lutar por ela, mas mais sendo indígenas ainda fica mais difícil. O ponto da partida da minha vida no meu mundo, chama de mundo interno, eu vivia junto com outros jovens indígenas da mesma idade. Mesmo morando na aldeia a minha mãe não deixava a andar na aldeia, medo do que acontecer comigo. O tempo passa e a gente cresce, e também o algo novo aparece na nossa vida. Quando somos jovens indígenas tem mania descobre coisas novas. E assim a curiosidade me colocou na escola indígena, para mim é o espaço de fazer amizade e brincar com as letras. Acordava todas dias para fugir para escola sem avisar a mãe por que não deixava a estudar e também não sabia para que servia e nos dois não tínhamos noções de estudo. A minha família muda - se para Krehawa, atualmente, Aldeia São Domingos. Nesse lugar continue a estudar na escola indígena, recebia o incentivo da professora Raimunda para seguir o meu estudo e também estudei na escola da Luciara onde recebi o incentivo da Professora Elizete Azambuja, ainda falo com as amigas e os amigos desse tempo. Lembro que andamos juntos com os meninos liderados por mim e protegia os menores da turma, passeávamos na cidade para assistir a TV, e muitas vezes não éramos bem recebidos. Talvez a discriminação era muito forte nesse tempo. Cresce ali juntos meninos ainda eles moram no local, fazíamos amizade através do evento esportivo com os meninos da cidade. O tempo de aprendizagem da língua portuguesa, talvez para aventurar no mundo externo, e agora estou aprendendo a quarta língua es inglês, para enfrentar o mundo civilizado que es o mais cruel. A minha família decidiu a levar para Goiânia onde o meu irmão Samuel estudava na Faculdade de Direito. Quando recebi a quantia de passagem e de custeio da despesa, e para tomar decisão fiquei uma semana chorando, sabia que deixaria a minha mãe para aventurar no mundo externo. Não tinha motivo de ir na cidade grande, não tinha razão de estar por la, recebia o incentivo da mãe Meire dizendo que es importante para família e para o proteger o povo indígena iny em fim tomei decisão para morar junto o meu irmão Samuel. A minha chance de desenvolvimento intelectualmente era pouco porque era muito tímido e incomunicável. Penso que o cérebro do ser humano o mesmo há incapacidade dos indígenas, apenas o lugar que nasceu e que língua que adquiriu como sou indígena falante do Iny Rybé. Quando morava em Goiânia a fase muito difícil, mas estudava muito e se saia bem na prova. Passava todos anos ate concluir o ensino médio, e o meu irmão me orientava de não ficar na frente de televisão, e procurar o programa de estagio, ler os jornais e freqüentar a biblioteca na cidade onde poderia encontrar pessoas inteligentes. Tive ampla experiência no telegoias que atendia online para revolver problema de telefonia onde aprendi a internet antes de popularizada o acesso. Após de terminar o ensino médio retornei para aldeia onde morava a minha família. Na região tem universidade e estava selecionado pessoas para trabalhar, e procurei a UNEMAT e foi selecionado para trabalhar como Assistente Administrativo, prestei o serviço por três anos. Durante o trabalho na UNEMAT havia muita consulta pelos lideres indígenas a trabalhar na Ong indígena criada pelos caciques de todas as aldeias. Nesse tempo estudava também na Universidade do Estado de Mato Grosso. Deixei para trabalhar na ANSA se preparar para assumir o cargo de confiança de lideres indígenas como coordenador financeiro do Iny Mahadu Coordenação para trabalhar com o recurso da saúde indígena abrimos a porta com os parceiros na cidade de São Felix do Araguaia, Luciara, Santa Terezinha, Vila Rica e Confresa. O começo da entrada nos movimentos indígenas, e também assumir o cargo na prefeitura como assessor administrativo. Deixei a este cargo para estudar na Universidade Federal do Tocantins – UFT a fazer curso de direito, automaticamente entrei nos movimento estudantis indígenas no Estado. Assessorei um bom tempo os movimentos estudantis indígenas. Deixei a partir do problema interna na organização. Confiava nos estudantes indígenas demais na construção das oportunidades, nesse tempo sofre a tentativa de homicídio e lesão corporal pelo estudante indígena, não levei na justiça para proteger a minha imagem. Mas perde tempo de estudo de terminar o meu curso de direito na Universidade. Havia feito o curso de especialização em Povos Indígenas, Direitos Humanos e Cooperação Internacional na Universidade Carlos III de Madrid em Espanha. Tornei o especialista a representar o Iny Mahadu Coordenação nos eventos nacionais e internacionais. Não sabia que o estudo levasse tão longe para defender os povos indígenas. O primeiro foi da Reunião de Negociação do Projeto de Declaração Americana sobre os Direitos dos Povos Indígenas da Organização dos Estados Americanos – OEA, em Washington, nos Estados Unidos. Participei segunda vez na Reunião em Washington, onde fiz a Carta Aberta para todas as organizações indígenas da América se juntar na luta dos povos indígenas do Brasil que esta ameaçado pelo projeto de emenda constitucional n. 215 e ainda participei da Quarta Sessão de Mecanismo de Especialista dos Direitos dos Povos Indígenas na Organização das Nações Unidas – ONU, em Genebra na Suíça onde apresentei o relatório de violações dos direitos indígenas e também registrei a denuncia na sessão de mecanismo de especialista pedi a intervenção da ONU. Trabalhei para ANDI e UNICEF como consultor sobre as questões indígenas. Atualmente representante do Povo Karajá no Comitê Regional de Palmas da Fundação Nacional do Índio – FUNAI. Após de perder o tempo de conclusão do curso, fiquei muito tempo na aldeia e trabalhei como professor de matemática na escola indígena. Decidi retornar para universidade para estudar e terminar o curso, depois formado para atuar como advogado para defender a causa indígena no tribunal. Atualmente o direito constitucional sendo atacado pelos governadores, deputados e senadores. Como a terra indígena do Povo Xavante em Mato Grosso, estou na luta junto com povo. Esse direito indígena reconhecido na Constituição, nos tratados internacionais e convenções.

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