segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Belo Monte: Relato de comunidade de pescadores expulsos

o link abaixo, temos relato de comunidade de pescadores expulsa pelas obras de Belo Monte, ilustrando como as políticas públicas acabam chegando aos mais fracos: perde-se vínculos sociais e meios de subsistência de gerações inteiras, em troca de nove mil reais, para chegar a uma cidade desconhecida e sobreviver com a família por uns meses, sem saber nem o que fazer e sem amigos ou parentes. Claro que os custos sociais disso não são calculados, quando se fala nos custos da obra. Os estudos de impacto é que deveriam calcular. Deveriam calcular o valor de cada recurso perdido com a obra - cada peixe, cada planta, cada animal... em termos de potenciais econômicos que só não são utilizados de forma mais efetiva porque a orientação econômica é totalmente equivocada- e finalmente, calcular todos esses custos sociais em externalidades. Só assim, em termos econômicos, como se gosta de pensar, seria provado que essas obras são um absurdo. Agora, me diga, se os filhos dessas famílias de pescadores dilaceradas de suas comunidades dessa maneira, e jogadas sem recursos numa periferia urbana qualquer, caírem na criminalidade, quais serão os custos disso? Vão colocar todos numa cadeia? Ou numa escola técnica? Venha aqui ao Rio de Janeiro, ver a escola técnica do SENAI, que até piscina olímpica tem, FECHADA, pela vizinhança com o tráfico de drogas que rola aos gritos como uma feira livre de verduras, na entrada da favela que percorre a rua lateral à escola fechada, por falta de condições de segurança. Está lá, diante da estação de trem Tancredo Neves. Desce na estação e olha: está ali, para quem quiser ver: a gigantesca escola fechada e a feira de tráfico do lado, aos gritos, anunciando as variedades de drogas e seus preços. Vai dizer que é culpa dos traficantes? Não é. É culpa desse tipo de política irresponsável. Para quem acha que tudo se resolve com engenharia (e mais escolas de engenharia) e economias calculantes de variáveis específicas (e mais escolas para aprender isso), eu explico: essa escola do SENAI fechada pela presença do tráfico é um exemplo do que banalmente se costuma chamar nas Ciências Sociais (essas ciências que nosso governo parece considerar inútil) de impacto cultural. Isso é impacto cultural e tem que ser calculado. O governo quer se iludir, com um modelo que comprovadamente não funciona. Não adianta ficar recauchutando. Não funciona. Ponto. Vamos partir para outra. Esse não funciona.A China daqui a pouco está despencando também... chega de querer dar um jeitinho de prolongar o que já se sabe que está errado e que não serve para ninguém ( a não ser para 0,001% da população mundial, aliás, ainda mais infeliz do que os restantes, com suas neuroses todas.) Segue a matéria sobre a comunidade de pescadores dispersa para dar lugar a Belo Monte... que segundo dizem, vai atender domicílios residenciais.. quero ver... os domicílios que vai atender... quero ver a geografia completa dessa linha de transmissão... quero ver as contas completas dessa obra maluca...E vi a Marina falando não sei onde que no Rio Madeira foi diferente, que ela exigiu todas as medidas para que não houvesse impactos... que ia continuar havendo pesca... mentira: os peixes do Rio Madeira já acabaram com a nova hidrelétrica... e estas são apenas algumas das inúmeras que se projetam para a Amazônia, porque os planos do governo para a Amazônia pelo visto são de transformá-la numa grande Zona Franca de Manaus, onde mal se respira com a poluição. Desenvolvimento para governos,- infelizmente todos - significa promover um determinado tipo de indústria totalmente lesiva ao social, cultural, ambiental e econômico.Mas, eles querem mais da mesma burrice, da mesma insanidade mental. Este é o link, para quem já não está cansado de ouvir esse mesmo tipo de relato, se espalhando país afora, país adentro... mundo afora: Fonte: www.xinguvivo. org.br/2012/ 02/11/vila- e-destruida- e-sem-opcoes- fam\ ilias-sao-enxotadas -com-indenizacoe s-minimas/

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